O que o mercado imobiliário prevê para os condomínios após a pandemia de coronavírus

O que o mercado imobiliário prevê para os condomínios após a pandemia de coronavírus

O Que O Mercado Imobiliario Preve Para Os Condominios Post - Cysne Administradora de bens e Condomínios

02 maio O que o mercado imobiliário prevê para os condomínios após a pandemia de coronavírus

A construção civil deve enfrentar desafios mercadológicos para atender uma sociedade em constante transformação, principalmente agora, e de maneira mais célere

chamado “novo normal” que está por vir após a pandemia também deve chegar a construção civil. 

O setor projeta que condomínios com muitos moradores não deverão ser mais demandados pelo consumidor — que será mais cauteloso com a saúde e terá novos hábitos. Neste contexto, haverá necessidade de espaços adaptados para receber compras de supermercados e demais entregas, além do coworking integrado.

As plantas dos apartamentos, por sua vez, deverão incluir um sistema que privilegie a ventilação natural para entrada dos raios de sol. Já patrimônio paisagístico será crucial para a decisão de compra. As transformações vão ao encontro de uma população mais distante socialmente, mas que usufrui dos espaços de uma forma mais consciente e intensa.

O que virá depois já é visto atualmente, mas voltado para um público mais privilegiado. Quando o senso comum pressionar essas adequações, o custo destes imóveis também precisará ser reduzido. O arquiteto e sócio-fundador da EXP, Gustavo Amorim, acredita que a mudança virá rapidamente.

O mais importante vai ser focar em habitações com boa ventilação, iluminação da casa. Existe hoje uma aversão ao poente, mas o sol é uma dos principais recursos naturais de higienização”, destaca. “Os espaços serão construídos para aliar a natureza a conter esses invasores”, complementa.

Ele acrescenta que os novos conjuntos habitacionais precisarão ser reduzidos, evitando os adensamentos observados na atualidade. “Talvez, a gente não tenha mais grandes condomínios e eles tenham limite de população. Também penso que pode se fortalecer o senso de comunidade, no qual as pessoas irão proteger umas as outras, estabelecendo rotinas para uso dos espaços coletivos”, aponta. As comunidades fechadas também terão mais suporte de negócios, como mercadinhos e outros serviços.

O diretor comercial da J.Simões Construtora, Daniel Simões, acrescenta que o mercado já se adequava aos novos arranjos familiares, mas haverá uma antecipação das mudanças comportamentais.

“Nada vai voltar a ser 100% como era antes. O que a gente acredita é numa releitura dos projetos, com conceitos de valor agregado”, explica. “As pessoas vão repensar a moradia, a planta da casa exigirá mudanças. Elas também vão trabalhar mais em casa, precisando não necessariamente de um espaço para escritório no apartamento, mas um coworking no condomínio“, exemplifica. Daniel diz que já há soluções no mercado, como os apartamentos inteligentes J.Smart.

A Venture Capital Investimentos (VCI) também já trabalhava com empreendimentos que atendem às demandas que virão. O presidente da VCI, Samuel Sicchierolli, explica que já utilizavam, por exemplo, sistema de refrigeração mais seguro, itens como energias alternativas, estações próprias de tratamento de água e esgoto e a mão de obra local para incentivar a economia regional.

“Como já seguiam os padrões internacionais, muitos recursos já eram adotados. Como o espaçamento entre as mesas, que era maior que o comum, ao sistema de ar, que faz exaustão sob pressão”, diz.

Assim, o ar do ambiente é filtrado e renovado constantemente. Segundo ele, as vendas online subiram de uma média de R$ 2 milhões para 18,7 milhões.

Fonte: O povo



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