A Dinâmica dos Conflitos no condomínio: como prevenir e solucionar

A Dinâmica dos Conflitos no condomínio: como prevenir e solucionar

Dinâmica dos Conflitos no condomínio

26 maio A Dinâmica dos Conflitos no condomínio: como prevenir e solucionar

Viver em comunidade é compartilhar algo em comum, o mesmo espaço (físico ou virtual), com suas normas, valores e identidade.  A vida em um condomínio é um bom exemplo de uma comunidade, onde estão inseridos os mais diferentes perfis. Pessoas com histórias de vida, necessidades, valores, rotinas, estilos de vida, cultura, costumes, todos diferentes. Moradores que possuem uma coisa em comum: escolheram o mesmo lugar para morar e vivem sob o mesmo teto e ainda dividem as despesas. Muitas vezes esta convivência não é a mais harmoniosa possível, pois exige algumas habilidades e capacidades como: Consciência, Empatia e Tolerância, que nem sempre percebemos no dia a dia das pessoas, podendo muitas vezes tornar-se insustentável a convivência. Quando estas capacidades não são exercidas na coletividade, surgem os conflitos.

Afinal o que é um conflito? Uma das definições é: “A existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses colidentes, entre pessoas ou grupos, pelo fato de terem posição, objetivos, valores ou percepções diferentes.” Portanto, poderíamos dizer que é das diferenças que surgem os conflitos? Não. Eles surgem da nossa incapacidade de lidar as diferenças.  No cotidiano de um condomínio as regras se tornam fundamentais para um bom funcionamento e uma boa convivência entre todos. Elas ditam uma maneira de “solucionar”, “amenizar” e “gerenciar” as diferenças. Sem elas, seria impossível a convivência. Importante ressaltar que um conflito começa com uma simples discordância (o que pode ser extremamente benéfico, se bem conduzido e visto como uma oportunidade de melhoria). Passa por diversos níveis, até chegar ao ponto onde não há mais objetividade, racionalidade nem humanidade das partes envolvidas, partindo para os ataques e as vias de fato. O entendimento de que um conflito, se não for encarado, abordado e solucionado, pode chegar a proporções desastrosas é fundamental para um bom gestor de condomínios.

O papel do síndico, como gestor desta comunidade, é antecipar, prevenir, flexibilizar e focar na solução dos problemas/conflitos, mantendo a convivência mais saudável possível para todos. Na palestra do dia 25 de abril do Condomínio em Foco, discutimos o tema e levamos algumas dicas de como desempenhar esse papel.

Segundo a revista Exame, os principais temas de conflitos em condomínios são: cachorros, crianças, calote, cano, carro, acessibilidade, barulho, drogas e cigarro, comércio e sustentabilidade. Para lidar com esses assuntos é necessário que o síndico tenha consciência do que pode fazer para amenizar o conflito, empatia de se colocar no lugar dos condôminos e tolerância para entender as diferenças entre os posicionamentos. Afinal, as diferenças devem ser aceitas, já que são naturais. Outra questão fundamental no papel do síndico é ter disponibilidade de ouvir todos os lados do conflito.

Na hora de tratar de temas como esse, aqui vão algumas dicas do papel do síndico, como deve se posicionar e de medidas que ele pode adotar.

Perfil e o papel do síndico na Gestão dos Conflitos?

– Liderança

– Flexibilidade

– Prevenção dos conflitos

– Foco na solução de problemas

– Preparo para lidar com situações conflituosas

– Boa comunicação

– Imparcialidade

– Disseminar uma cultura de paz no condomínio

Invista na prevenção dos conflitos – Dicas práticas:

– A Convenção e o Regimento interno são poderosas ferramentas;

– Tenha regras bem definidas;

– Disponibilize aos novos moradores o Regimento Interno;

– Esteja disponível para a comunicação com os moradores (e-mail, um horário predeterminado);

– Esteja disponível para ouvir;

– A comunicação deve ser constante (de regras, das práticas de boa convivência, informações que sejam de interesse do condomínio);

– Utilize todas as ferramentas de comunicação possíveis (murais, elevadores, e-mail – crie campanhas de comunicação/conscientização);

– Busque a solução dos problemas;

– Preze pela harmonia e integração no condomínio;

– Seja ético e transparente nas suas ações.

Quando instalado o conflito, há três abordagens básicas: negociação, mediação e arbitragem. Muitas vezes o síndico assumirá o papel de um mediador de conflitos, sendo necessário ouvir os dois lados, ser imparcial e neutro, identificar as necessidades de cada um, contornar discussões que estejam ocorrendo em um círculo vicioso e quando as partes chegam a um acordo não é papel do mediador discordar, mesmo que em sua opinião a solução poderia ter sido outra. Promover um clima cordial e estimular a colaboração entre as partes ajuda na busca de soluções.

Temos tanto para aprender e evoluir na convivência com o outro, se conflitos surgem nesta pequena coletividade e se não somos capazes de solucioná-los, o que deixamos para a vida em sociedade?

Para refletir: Que bom seria se todos fossemos hábeis em ouvir e entender, vivêssemos em um lugar em que respeitássemos uns aos outros, celebrássemos nossas diferenças e cuidássemos das feridas uns os outros, um lugar em que todos estariam comprometidos a lutar juntos — em vez de lutarem uns contra os outros. (Adaptado de Dietrich Bonhoeffer)

Para garantir suporte legal e apoio em decisões estratégicas, você pode contar com o serviço de Assessoria à Administração de Condomínios da Crédito Real. Além de uma equipe completa para gerir todos os aspectos administrativos, o departamento jurídico estará sempre à disposição para esclarecer interpretações legais e endossar medidas cabíveis. Você pode solicitar uma proposta no nosso site www.creditoreal.com.br/condominios ou conversar com nossa equipe por telefone: 51 3214-1432.

 

Fonte: Condominio em Foco



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